segunda-feira, 16 de maio de 2016

CHAPADA DOS VEADEIROS - GO - ECOTURISMO

              



            O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, criado em 1961, protege uma área de 65.514 ha do Cerrado de altitude. São diversas formações vegetais; centenas de nascentes e cursos d água; rochas com mais de um bilhão de anos, além de paisagens de rara beleza, com feições que se alteram ao longo do ano. 

          O Parque também preserva áreas de antigos garimpos, como parte da história local e foi declarado Patrimônio Mundial Natural em 2001 pela UNESCO.Além da conservação, o Parque tem como objetivos a pesquisa científica, a educação ambiental e a visitação pública. 

         A caminhada e banhos de cachoeira são as principais atividades no Parque nas imensas paisagens da Chapada numa viagem pelo Cerrado brasileiro em antigas rotas usadas por garimpeiros, que hoje são utilizados pelos visitantes.



CACHOEIRA SANTA BÁRBARA

            A água da Santa Bárbara é uma das mais lindas de Veadeiros. Você chegará até a cachoeira saindo a pé da vila Kalunga Engenho II, por uma trilha plana, mas escorregadia durante a época de chuvas e é preciso atravessar um rio.
          
          A paisagem do caminho é linda, principalmente as colinas cobertas com campos floridos. Como a maioria dos passeios em Veadeiros, o ideal é se programar para sair cedo, para evitar o sol forte, aproveitar a melhor luz para as fotos e ainda curtir um sol quando chegar à cachoeira. A Santa Bárbara está em uma parte particularmente confinada do rio, assim você só terá sol incidindo por volta do meio dia.



CACHOEIRA DO SEGREDO

           A Cachoeira do Segredo é uma imponente queda de 115 metros de altura. Aliás, só a caminhada até a enorme queda já é uma atração em si. Além de passar por paisagens do Cerrado muito diferentes, você cruza 14 vezes os rios Segredo e São Miguel, o que permite vários banhos ao longo do trajeto. Guarde fôlego para a piscina natural mais bonita, a duas horas a pé da sede do estacionamento. É quando surge um poço cheio de peixes (alguns bem grandinhos) e uma prainha no canto esquerdo. Aproveite para tomar sol neste lugar, pois não é qualquer um que encara o gelado e profundo Poção do Segredo.

             A Cachoeira do Segredo é sem dúvidas, uma das melhores (se não a melhor) atrações da belíssima Chapada dos Veadeiros. São mais de 7 km (só de ida) de trilha passando por paisagens incríveis, cruzando várias vezes os rios (prepare-se para se molhar) e passando por excelentes pontos para banho. Mas o que torna esta cachoeira tão impressionante, além da sua linda queda por entre gigantescos paredões de pedra, é o poço para banho que encontramos alguns quilometros antes da cachoeira. Com tantas belezas juntas, não é difícil entender porque a Cachoeira do Segredo nos encantou e tornou-se uma das cachoeiras preferidas da nossa equipe.

- É cobrada taxa de entrada por pessoa.
- É cobrada taxa de estacionamento.
- Trilha considerada de difícil acesso.
- Durante a época da seca, é possível ir de veículo 4x4 até bem próximo da queda (cerca de 3km)




Como Chegar

              De carro,partindo da capital federal, que está a cerca de 250 km de Alto Paraíso, o viajante deve pegar a BR 020, em direção a Formosa (GO). Após a cidade de Planaltina, é preciso prestar atenção ao trevo que indica a GO 118, rodovia que leva a Alto Paraíso e passa por São Gabriel e São João D'Aliança. De lá, pegue a GO 327 (estrada de terra) em direção a Colinas do Sul e percorra 38 km até o Povoado de São Jorge, onde está a entrada para o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros.

          O aeroporto mais próximo da Chapada dos Veadeiros é o de Brasília. Por isso, a melhor maneira de chegar até lá é de carro ou ônibus. Na região, vale a pena contratar um guia para conhecer as atrações e se locomover mais facilmente. 


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sexta-feira, 13 de maio de 2016

CHAPADA DIAMANTINA - BA - ECOTURISMO

               


               A Chapada Diamantina é uma região de serras, protegida pelo Parque Nacional da Chapada Diamantina, situada no centro do estado brasileiro da Bahia, onde nascem quase todos os rios das bacias do Paraguaçu, do Jacuípe e do Rio de Contas. Essas correntes de águas brotam nos cumes e deslizam pelo relevo em belos regatos, despencam em borbulhantes cachoeiras e formam transparentes piscinas naturais. O parque nacional é administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.
                A vegetação é exuberante, composta de espécies da caatinga semiárida e da flora serrana, com destaque para as bromélias, orquídeas e sempre-vivas.
               A Chapada Diamantina reúne variados atrativos naturais e culturais, no coração do Estado da Bahia. Roteiro certo para quem busca paz e tranquilidade ou para quem está atrás de história e aventura. A vasta Mata Atlântica, campos floridos e planícies de um verde sem fim dividem a paisagem com toques de caatinga e cerrado. Imensos paredões, desfiladeiros, cânions, grutas, cavernas, rios e cachoeiras completam o cenário de rara beleza da Chapada Diamantina. 
             Inicialmente habitada pelos índios Maracás, a ocupação de fato da região remonta aos anos áureos da exploração de jazidas e minérios, a partir de 1710, quando foi encontrado ouro próximo ao Rio de Contas Pequeno, marcando o início da chegada dos bandeirantes e exploradores. Em 1844, a colonização é impulsionada pela descoberta de diamantes valiosos nos arredores do Rio Mucugê, e os comerciantes, colonos, jesuítas e estrangeiros se espalham pelas vilas, controladas e reguladas pela força da riqueza. 
             A atividade agropecuária tomba diante da opulência do garimpo. Reduto de belezas naturais, a Chapada abarca uma diversidade grande de fauna e flora. São mais de 50 tipos de orquídeas, bromélias e trepadeiras, além de espécies animais raras, como o tamanduá-bandeira, tatu-canastra, porco-espinho, gatos selvagens, capivaras e inúmeros tipos de pássaros e cobras. O Parque Nacional da Chapada Diamantina, criado na década de 80 do séc. XX atua como órgão protetor de toda essa exuberância.
  •               ROTEIROS
POÇO ENCANTADO


              Localizado no município de Itaetê, a luz do sol, que atravessa o poço, revela águas de um azul indescritível e rochas a 40 m de profundidade. A luz azul refletida pelos vários minerais presentes na água, principalmente o magnésio, cria um espetáculo único dentro da caverna com o poço transparente, cujo fundo pode ser visto. Entre os meses de abril e setembro o fenômeno fica ainda mais interessante: o alinhamento da fenda com o sol faz com que os raios de luz atinjam o fundo do poço e se reflitam no teto da caverna. 
Partindo do Portal Lençóis à 100 km - Trilha Leve


Morro do Pai Inácio
              Do alto deste mirante natural tem-se uma visão privilegiada da paisagem de toda a região. São 22 km ligando Lençóis ao início da trilha, pela BR-242. Do seu pico, que fica a 1.150 m acima do nível do mar, avista-se a Serra do Sincorá, a Serra da Bacia e a Serra da Chapadinha. A visão do visitante abrange os 360 graus da paisagem, que se torna ainda mais encantadora ao sol poente. O perfil das serras verde-azuladas  confunde-se com as nuvens douradas; o vento é muito frio e é completa a sensação de se estar no topo do mundo. O nome do morro deve-se a uma lenda existente na região. Segundo ela, um escravo, Inácio, apaixonou-se pela esposa de um poderoso coronel. Quando um dia ele descobriu o romance, mandou pistoleiros no seu encalço. Inácio foi encurralado no alto dessa montanha e, não tendo como escapar, saltou com a sombrinha da amada. Conta-se que muitos conseguiram ver Pai Inácio correndo entre os vales para nunca mais voltar.
Morro do Camelo
             Com o cume a 1 090 metros acima do nível do mar e uma altura de 170 metros a partir da base, o Morro do Camelo ficou famoso por ter sido cenário de abertura da novela Pedra sobre Pedra, exibida com sucesso pela Rede Globo de Televisão. Suas formas permitem duas interpretações aos observadores: visto da BR-242, em direção a Seabra, o gigante rochoso justifica seu nome, lembrando, de fato, um camelo. Observado-o a partir do seu vizinho não menos famoso, o Morro do Pai Inácio, a disposição das suas rochas faz referência ao busto de uma mulher deitada, com o rosto virado para o lado oposto ao de quem a observa.



Gruta da Pratinha e Gruta Azul
      
            A gruta da Pratinha fica localizada na fazenda que recebe este mesmo nome perto do município de Iraquara, local famoso da Chapada Diamantina por abrigar belas cavernas. A Pratinha tem as águas mais claras do mundo e fica escondida sob as raízes aéreas de uma árvore da fazenda.

              A Gruta da Pratinha está ligada ao Rio Pratinha que tem uma tonalidade exuberante. A grande concentração de calcário no fundo do rio torna a água com uma mistura de cores entre verde, azul e prata. A piscina natural da Gruta da Pratinha é perfeita para mergulhar e o visitante recebe máscara de mergulho ao entrar na caverna. A beleza da cor da água da piscina natural contrata com a escuridão da caverna. A Gruta da Pratinha está ligada a Gruta Azul.

COMO CHEGAR
               Saindo de Salvador em carro próprio, pega-se a BR-324 (109 Km até Feira de Santana), depois a BR-116 (mais 72 Km até Paraguaçú) e a BR-242 (mais 219 Km até a entrada da cidade de Lençóis, que fica 12 Km adiante). 

http://bahia.com.br/destinos/chapada-diamantina/

domingo, 19 de janeiro de 2014

TURISMO RADICAL - BÓIA CROSS E RAFTING - MORRETES LITORAL DO PARANÁ



BÓIA CROSS

O mais tradicional esporte aquático de Morretes é praticado normalmente no Rio Nhundiaquara, mais precisamente no povoado de Porto de Cima, a 6 km do Centro da Cidade. O esporte é praticado em câmaras de ar individuais com equipamentos de segurança para garantir o prazer e a aventura dos turistas. O passeio até o centro de Morretes leva cerca de 3 horas, mas existem trechos menores.

RAFTING

Esporte feito em botes infláveis que navegam em cachoeiras e correntezas radicais. O Rafting é companhado sempre por guias especializados e com equipamentos completos de segurança. Normalmente o Rafting é feito no Rio Cachoeira, em Antonina. São 3 km de pura adrenalina que leva em torno de 1h30.


CICLO TURISMO

São mais de 32km feitos em bicicletas especializadas e com guias experientes pela área rural da cidade. No trajeto, o visitante passa por rios, cachoeiras, bicas, pontes de arames e lagos. No meio do trajeto, ainda há a possibilidade de se conhecer uma autêntica fábrica artesanal de farinha de mandioca e bala de banana. 



RIO NHUNDIAQUARA

Em língua indígena nhundi (peixe) e quara (buraco), o rio serviu como primeira via natural de penetração, ligando o litoral ao planalto. Anteriormente denominado "Cubatão" era um dos mais auríferos da região, contribuindo economicamente para o desenvolvimento da mesma.

Uma das mais belas e típicas paisagens morreteanas é a do rio cortando a cidade formando um conjunto com as árvores e edificações existentes em suas margens. É navegável em aproximadamente 12 km, e permite a prática de esportes como canoagem, bóia-cross e pescarias. Como atrações destacam-se a Ponte Velha sobre o rio no centro da cidade, considerada uma obra de arte com portais rebuscados, inaugurada em 1912 e recuperada em 1975 pelo DER por ser uma importante via de comunicação da cidade e por sua importância histórica e turística no contexto de Morretes; e a localidade denominada Prainhas, onde o rio se espraia, formando agradável recanto para lazer, com vestígios da histórica trilha do Itupava e acesso por Porto de Cima.



ARTESANATO, COMIDA TÍPICA E FOLCLORE

O município é um tradicional produtor de cachaça, produzida artesanalmente, utilizando-se de velhos alambiques, que fazem a fama da conhecida pinga morreteana, envelhecida por no mínimo sete anos em tonéis de várias espécies de madeira, responsáveis pela coloração, aroma e sabor característicos. Por exemplo, a "JD", de tonalidade amarelada, envelhecida em tonel de madeira de carvalho nacional. "JD" são iniciais de João Dias, português que trouxe as primeiras mudas de cana-de-açúcar para o litoral paranaense, estabeleceu-se inicialmente numa ilha e, após contato com os índios, veio para Morretes, onde instalou o engenho pioneiro de cana-de-açúcar e aguardente. Ainda famosa, é a pinga de banana. Os principais alambiques estão na estrada do Anhaia.

O Barreado também é feito em Morretes e, segundo especialistas, difere um pouco do preparado em Paranaguá ou em Antonina. O fandango, reunião de danças chamadas "marcas" em Morretes adquiriu características próprias, sendo diferente de outras regiões na toada, nas batidas e na coreografia. Nas festas tradicionais da cidade, é comum dançar-se a Dança das Balainhas e a do Pau-de-Fita.





 Como Chegar

ESTRADA DA GRACIOSA



A viagem que leva a Morretes começa na BR-116 - onde se roda 40 quilômetros - e termina na Estrada da Graciosa. São 33 quilômetros calçados em paralelepípedos e repleto de curvas sinuosas evolvidas por encostas floridas, picos, montanhas, mar e cachoeiras. Para melhor apreciar o cenário encantador, há mirantes estratégicos. A estrada foi inaugurada em 1873 e requer baixa velocidade por dois motivos: curtir o visual e evitar acidentes - há muitas curvas, o calçamento não é dos mais confiáveis e a visibilidade costuma ser prejudicada por conta dos nevoeiros. Vá somente em dias de sol.

A contínua e progressiva atividade dos mineradores fez com que estes subissem o leito dos rios que deságuam na baía de Paranaguá. Desta forma, traçaram os primitivos caminhos para o Primeiro Planalto: o Itupava, da Graciosa e Arraial.


A Estrada da Graciosa, um percurso diverso do Caminho da Graciosa, teve sua construção iniciada no Governo do Presidente da Província Zacarias de Goes e Vasconcelos, não sabendo-se exatamente quando foram concluídas suas obras. Acredita-se que tenha sido por volta de 1873. Partindo da BR 116, a 37 km de Curitiba, a Rodovia PR 410 ou Estrada da Graciosa, é hoje um local de lazer, com churrasqueiras, sanitários, quiosques para venda de produtos típicos, mirantes, a ponte de ferro sobre o rio Mãe Catira e o antigo traçado da estrada chamado Caminho dos Jesuítas, em cuja alusão foi construído em 1997 o Portal da Graciosa, projeto do arquiteto Angel Bernal, executado em pedra e madeira.






quinta-feira, 14 de novembro de 2013

PRAIA DO SACO - SERGIPE / SE






         Situada em Estância - Sergipe, a 76 km da capital Aracaju, a praia do saco foi onde os jesuítas desembarcaram pela primeira vez no estado, registros de uma historia, em um dos lugares mais belos do mundo. São 5 km de extensão, água morna, calma, areia extremamente fina. “Muito, muito bonito”, “é coisa maravilhosa, realmente espetacular”, disseram dois turistas.

Rodeada por matas e dunas, a praia do Saco faz brilhar os olhos de sergipanos e turistas que visitam a pontinha do estado de Sergipe. O lugar foi um dos quatro pedaços do litoral brasileiro a figurar no ranking da publicação francesa ‘Grands Voyageurs’, que elegeu as 100 praias mais belas do mundo.



“A praia do Saco está situada numa vasta zona ecológica protegida. A sua extremidade, com areia tão fina que parece farinha, mergulha no azul profundo do oceano Atlântico”, cita a revista francesa .

O turista começa a se encantar com a região logo na entrada do povoado Saco do Real, que inspirou o nome da praia. As dunas, a extensa faixa de mata e os rios que entrecortam a praia do Saco tornam o lugar ainda mais especial. “Aqui a natureza foi bastante generosa formando esse santuário ecológico”, diz o dono de uma das cinco pousadas da região.




Limpas, aconchegantes e localizadas em pontos privilegiados, as pousadas do Saco proporcionam um ótimo descanso após o dia de sol e mar. Os preços das diárias variam entre R$ 70 e R$ 150. Há também alguns chalés com capacidade para abrigar famílias com até seis pessoas. O preço cobrado é R$ 80 o dia.



Após um café da manhã recheado de sucos e quitutes típicos do estado, a diversão fica por conta dos passeios de lancha, escuna e jetskis. Há também a possibilidade de conhecer a Ilha da Sogra ou a vizinha praia de Mangue Seco (BA), que ficou famosa em todo o país na novela Tieta, da Rede Globo. Para levar cinco pessoas, os donos das lanchas cobram R$ 60 para a ilha, R$ 80 para Mangue Seco e R$ 130 para um tour pelos dois destinos.

Como extensão da praia encontramos a Ponta do Saco, local paradisíaco de ambiente natural ornamentado por belos coqueirais e marcado pelo encontro do rio com o mar. 


sexta-feira, 28 de junho de 2013

Vila de Paranapiacaba - História e Ecoturismo - Santo André - SP


Paranapiacaba é um distrito do município de Santo André, no estado de São Paulo, no Brasil. Surgiu como centro de controle operacional e residência para os funcionários da companhia inglesa de trens São Paulo Railway, companhia esta que operava a estrada de ferro que realizava o transporte de cargas e pessoas do interior paulista para o porto de Santos e vice-versa.

A um tour no frescor da serra, na maior tranqüilidade e ao som de pássaros. Poder apreciar os mirantes, ver além da serra, os vales e o planalto. Sentir a brisa, o frescor da neblina, poder relaxar, harmonizar-se com a natureza, aguçar seus sentidos. Andar entre as árvores nas trilhas e até tomar um banho nos poços, nas cachoeiras ou nas piscinas naturais.



Trilhas e cultura

Além de suas construções históricas, Paranapiacaba oferece uma ampla variedade de atrativos aos turistas. Situada dentro da Reserva da Biosfera do Cinturão Verde de São Paulo, a vila abriga o Parque Natural Municipal Nascentes, uma área verde com quatro milhões de m², onde pratica-se caminhadas ecológicas e esportes como arborismo, rapel e cicloturismo. 

O local também é grande celeiro de eventos culturais. O mais importante deles, o Festival de Inverno, que sempre conta com grandes nomes da música brasileira, é realizado nos fins de semana do mês de julho. Mas também há opções mais exóticas, como o Festival do Cambuci, no mês de abril, e a Convenção de Bruxas e Magos, no mês de junho (veja outros eventos da cidade na tabela acima). 

Paranapiacaba pertence hoje a Santo André e está a menos de 50 quilômetros do centro de São Paulo. É um destino fácil, acessível e com boa infra-estrutura: oferece quase duas dezenas de pousadas e ótimos restaurantes de comida caseira, localizados dentro de belas casas históricas e cercados pelo verde vicejante da Mata Atlântica. Embora esteja com a moldura um pouco enferrujada, a vila continua a ser uma bonita obra-de-arte. 



Dicas de Turismo

Centro de Informações Turísticas (CIT) Além de dar orientação sobre os passeios históricos da vila, indica as agências de turismo ecológico que operam em Paranapiacaba (Vale lembrar que as trilhas só podem ser feitas com acompanhamento de monitores ambientais. Uma trilha de duas horas, para grupo de seis pessoas, custa). Largo dos Padeiros, s / n ° - Parte Baixa. Tel: (11) 4439-0237

Museu Tecnológico Ferroviário -  Apresenta a tecnologia empregada no sistema ferroviário da Serra do Mar e objetos históricos da São Paulo Railway Company e das empresas que a sucederam. Aberto aos sábados, domingos e feriados, das 9 às 16hs. 

Relógio da Estação - Símbolo de Paranapiacaba, o relógio foi construído em Londres no século 19. Foi removido de seu lugar original após uma das antigas estações de Paranapiacaba pegar fogo.



Passeio de maria-fumaça - A centenária locomotiva leva turistas para um rápido passeio pelos trilhos de Paranapiacaba. Funciona aos sábados, domingos e feriados, das 10 às 17hs. Preço: R$ 6,00.



Antigo Mercado - Construído em 1899, esse galpão de alvenaria e madeira abrigou um empório de secos e molhados. Hoje, hospeda eventos culturais e gastronômicos.

Museu Castelo - Antiga casa do engenheiro-chefe da vila ferroviária, o Museu Castelo, ou "Castelinho", como é chamado pelos locais, destaca-se sobre uma colina na Parte Baixa de Paranapiacaba e abriga exposição sobre a história da vila. Aberto de terça a domingo, das 9 às 16hs.

Clube União Lyra Serrano - Inaugurado em 1938, a partir da fusão das agremiações Clube Sociedade Recretiva Lyra da Serra e Serrano Atlético Clube, o local, de interior elegante, abriga hoje concertos e exposições

Campo de Futebol Charles Miller  - Considerado um dos primeiros campos de futebol do país, foi palco, no início do século passado, de jogos dos times de Paranapiacaba contra Santos e Corinthians.


Aos aventureiros não faltam opções. Paranapiacaba reúne mais de dez trilhas, em níveis: leve, médio e pesado. Existem guias locais aptos a levar grupos de turistas aos passeios, que incluem também tirolesa, rapel e observação da fauna e flora locais.


Mesmo estando próximo a São Paulo, Paranapiacaba consegue se manter distante do desenvolvimento que cerca a metrópole. Portanto, é importante que os visitantes estejam preparados para realmente ter contato direto com a natureza. Leve repelentes, pois os borrachudos estão presentes em toda a região, inclusive nas trilhas, quanto a isso, o ideal é optar por roupas claras que atraem menos insetos. Vale lembrar também que Paranapiacaba é o distrito que mais chove no Brasil, portanto é essencial ter uma capa de chuva na mala.


COMO CHEGAR

Por incrível que pareça, é impossível ir de trem à Paranapiacaba nos dias que correm. O sistema ferroviário da vila só está aberto ao transporte de cargas. A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), porém, pretende inaugurar, num futuro próximo, um trem turístico que parta da Estação da Luz, no centro de São Paulo, e vá até Paranapiacaba. Enquanto a ideia não sai do papel, as únicas opções de transporte são carro e ônibus (é possível ir de trem até a metade do caminho). As informações abaixo são da prefeitura de Santo André. 

Ônibus
Linha 040 - Paranapiacaba, da Viação Ribeirão Pires, parte do Terminal Rodoviário de Santo André (TERSA). 

Trem / Ônibus
Embarcar na linha D da CPTM (Luz-Rio Grande da Serra) e descer em Rio Grande da Serra. Ao lado da estação passam ônibus que vão até Paranapiacaba (Viação Ribeirão Pires). 

Carro
Seguir pela Via Anchieta até o km 29, entrar na SP 148 (estrada velha de Santos) até o km 33 e pegar a rodovia SP 31 até o km 45,5. Entrar, então, na rodovia SP 122, que vai até Paranapiacaba.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Serras Gaúchas - Uma Bela Dica para Quem Gosta do Frio






     A Serra Gaúcha é um acidente geográfico no nordeste do estado do Rio Grande do Sul, no Brasil. Apresenta características socioculturais específicas, como acentuada influência italiana e alemã, grande produção de uvas e vinho e desenvolvida indústria turística.




     Num estado predominantemente plano como é o Rio Grande do Sul, a Serra Gaúcha é o principal acidente geográfico, com altitudes moderadamente altas, de até cerca de 1 300 metros.

               A região das Serras é constituída pelas cidades de Caxias do Sul, Gramado, Canela, Vacaria, Nova Petrópolis, Bento Gonçalves, Carlos Barbosa,Garibaldi, São Francisco de Paula, Antônio Prado, Nova Roma do Sul, Farroupilha, Nova Prata, Veranópolis, Bom Jesus, Flores da Cunha, Nova Pádua, São Domingos do Sul, Nova Bassano , Paraí e Nova Araçá, Guaporé, Cotiporã, São Valentim do Sul, Dois Lajeados,Serafina Corrêa, dentre outras.

           Os primeiros cerros, elevações de pouca altitude, com menos de 500 metros, iniciam-se a nordeste de São Francisco de Assis (Rio Grande do Sul), região também influenciada pela colonização italiana, estendendo-se para leste, já com maiores elevações, em direção a Jaguari, norte de São Vicente do Sul, norte de São Pedro do Sul, Santa Maria, Agudo e, a partir daí, se estendendo por completo.




História

     A área era habitada por índios caingangues desde tempos imemoriais, mas estes foram desalojados violentamente pelos chamados "bugreiros"2 , abrindo espaço, no final do século XIX, para que o governo do Império do Brasil decidisse colonizar a região com uma população europeia. Desta forma, milhares de imigrantes, em sua maioria italianos da região do Vêneto e alemães da região do Hunsrück, cruzaram o mar e subiram a Serra Gaúcha, desbravando uma área ainda quase inteiramente virgem.

           Depois de um início cheio de dificuldades e privações, os imigrantes conseguiram se estabelecer na região, com uma economia baseada inicialmente na exploração de produtos agropecuários, com destaque para a uva e o vinho, cujo sucesso se mede na rápida expansão do comércio e da indústria na primeira metade do século XX. Ao mesmo tempo, as raízes rurais e étnicas da comunidade começaram a perder importância relativa no panorama econômico e cultural, à medida que a urbanização avançava, formando-se uma elite urbana ilustrada e ocorrendo a integração com o resto do Brasil. Durante o primeiro governo do presidente brasileiro Getúlio Vargas, houve uma séria crise entre os imigrantes e seus primeiros descendentes e o meio brasileiro, quando o nacionalismo brasileiro foi enfatizado e as manifestações culturais e políticas de raiz étnica estrangeira foram severamente reprimidas. Depois da Segunda Guerra Mundial, a situação foi apaziguada e brasileiros e estrangeiros passaram a trabalhar concordes para o bem comum.
Desde então, a região cresceu aceleradamente, multiplicando sua população, atingindo altos índices de desenvolvimento econômico e humano e tornando sua economia uma das mais dinâmicas do Brasil, presente em muitos mercados internacionais.





Turismo

                 As Serras Gaúchas tornaram-se um polo turístico, atraindo milhares de pessoas todos os anos. A maior parte dos turistas chegam no inverno, à procura do clima frio, raro de se encontrar no Brasil. Além do clima, a região possui belas paisagens, formadas por cânions, cascatas e mata de araucária. Existem passeios diversos, como o Mini Mundo, a "Casa do Papai Noel", o Vale dos Vinhedos etc. No final do ano, as cidades se iluminam para receber o Natal. Além disso, a gastronomia da região é muito rica. A sua cultura europeia herdada de imigrantes alemães e italianos recriaram um pedaço da Europa em terras brasileiras.


Comidas Típicas


               O minuano que atravessa o Rio Grande do Sul no inverno, é tão forte que congela os pampas e castiga os gaúchos, somente com uma alimentação rica em calorias, repletas de carnes gordas, carreteiros bem fortes e sopas quentes, dão ânimo para enfrentar um frio tão intenso.

                   O churrasco é o prato típico do gaúcho, presente nos finais de semana e em dias festivos. O arroz "carreteiro" também compõe a tradicional cozinha gaúcha. Outros pratos, como o feijão mexido (feijão misturado com farinha de mandioca), o quibebe (purê de moranga), a "roupa velha" ( sobras de carnes com ovos mexidos), o espinhaço de ovelha", o charque com mandioca, a paçoca de pinhão com carne assada, a couve refogada, o arroz com galinha, o "puchero" (cozido de carne com legumes) e o peixe, fazem parte da culinária rio-grandense. Além disso, os pratos feitos por gaúchos caçadores envolvem perdizes, patos e animais de médio porte, como a cutia e o capincho.